Crossover: Jacarepaguá será demolida em 2008
Por Rodrigo Wizard
Por Rodrigo Wizard
Exatamente na semana de estréia dos campeonatos F1BC 3 e do F1BC Light 1, o automobilismo nacional e mundial recebeu uma triste notícia. O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, afirmou nesta terça-feira (7) que o Autódromo de Jacarepaguá - por coincidência, o mesmo palco que receberá a etapa inicial do F1BC - será demolido. No lugar, será construído o Centro Olímpico Nacional de Treinamento, mesmo que o Rio não vença a disputa para sediar os Jogos Olímpicos de 2016.
Previsível, não acham? Quando se iniciaram as obras do Pan Rio 2007, na parte Norte do circuito, se falava que em 2008 o Autódromo receberia uma reforma, e teria seu antigo traçado adaptado. O presidente da CBA, Paulo Enéas Scaglione, afirmava duramente que Jacarepaguá só passaria por isso se a reforma fosse uma certeza. Claro, não foi.
O pior de tudo é que, ainda de acordo com Nuzman, o presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo concorda com a iniciativa e participa da escolha de novo local, para que outro autódromo seja erguido no Rio de Janeiro. A CBA, por sua vez, comentou que só vai liberar Jacarepaguá se for entregue uma nova praça para o esporte na cidade, discurso idêntico ao do Pan.
Por incrível que pareça, a única solução para que o RJ mantenha um autódromo é contar com a ganância dos políticos. E por quê? Oras, qual a lógica de se construir uma Arena Esportiva sobre um autódromo, demolindo o mesmo, e depois ainda ter o trabalho de reconstruí-lo em outra área? Não seria mais fácil fazer logo as instalações Olímpicas neste outro local? Claro que não, pois assim eles superfaturariam apenas uma obra, e agora podem superfaturar duas!
O F1 Brasil Challenge torce para que este novo autódromo realmente não seja uma lorota, e que os fluminenses voltem a ter um certame decente para disputas automobilísticas. Enquanto isso, aos que competirão nesta estréia, vale à pena aproveitar cada metro percorrido nesta bela pista, pois aqui ninguém irá tirá-la de nós!
Que comece então a temporada do F1BC 3 e Light 1 com força total! Vamos prestar esta homenagem ao Autódromo Nélson Piquet com um grande espetáculo neste domingo. Contamos com todos vocês!
O pior de tudo é que, ainda de acordo com Nuzman, o presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo concorda com a iniciativa e participa da escolha de novo local, para que outro autódromo seja erguido no Rio de Janeiro. A CBA, por sua vez, comentou que só vai liberar Jacarepaguá se for entregue uma nova praça para o esporte na cidade, discurso idêntico ao do Pan.
Por incrível que pareça, a única solução para que o RJ mantenha um autódromo é contar com a ganância dos políticos. E por quê? Oras, qual a lógica de se construir uma Arena Esportiva sobre um autódromo, demolindo o mesmo, e depois ainda ter o trabalho de reconstruí-lo em outra área? Não seria mais fácil fazer logo as instalações Olímpicas neste outro local? Claro que não, pois assim eles superfaturariam apenas uma obra, e agora podem superfaturar duas!O F1 Brasil Challenge torce para que este novo autódromo realmente não seja uma lorota, e que os fluminenses voltem a ter um certame decente para disputas automobilísticas. Enquanto isso, aos que competirão nesta estréia, vale à pena aproveitar cada metro percorrido nesta bela pista, pois aqui ninguém irá tirá-la de nós!
Que comece então a temporada do F1BC 3 e Light 1 com força total! Vamos prestar esta homenagem ao Autódromo Nélson Piquet com um grande espetáculo neste domingo. Contamos com todos vocês!
Labels: Crossover

Monday, December 10, 2007
Crossover: Do outro lado da rua
Por Rodrigo Wizard
Por Rodrigo Wizard
Não sei ao certo o horário exato. Deixamos o autódromo de Interlagos após a corrida da Stock Car V8 e optamos por não acompanhar a Stock Light. O sol era forte e buscávamos uma sombra debaixo do ponto, onde esperávamos o demorado ônibus rumo ao Jabaquara. Junto com Sergio Kolachinski, que me convidou para ver a Stock Car, debatíamos ali, na calçada da Avenida Interlagos, sobre o automobilismo virtual, o F1BC, a conduta dos pilotos e os procedimentos para tornar nossa diversão menos acidentada.
Ouvimos o som dos motores, fortes, crescentes na subida. Era a Stock Light largando. O papo continua, sem nenhuma sensação estranha ou barulho diferente. Alguns metros e muros nos separavam da Subida do Café, no momento em que um grave acidente tira instantaneamente a vida do piloto Rafael Sperafico, 27 anos de idade, com passagens por Barber Dodge ProSeries e Euro 3000.
Uma curva dividida, uma barreira de pneus jogando o carro de volta na pista, e o choque de outro carro em alta velocidade, direto na lateral do piloto. Lá se foi uma vida, daquelas que tinham a mesma paixão por corridas que nós.
Do outro lado da rua, estávamos nós, pilotos virtuais, que não tivemos a chance de tentar uma carreira nesse esporte. Mesmo com a impossibilidade de morrermos jogando em um simulador, na maior parte do tempo sabemos que daríamos tudo por uma oportunidade lá dentro, na pista de verdade.
Ainda abatido e consternado com este terrível capítulo no automobilismo nacional e mundial, hoje é um dos raros dias em que eu posso afirmar que não gostaria de estar lá, do outro lado da rua. Sei que é temporário, sei que é o momento, mas são estas reflexões, nos momentos mais críticos, as responsáveis pela evolução das coisas.
Se nós, pilotos e organizadores de uma diversão barata como é a simulação online, já nos preocupamos tanto e estamos sempre colocando em pauta a segurança de meros pixels na tela, para garantirmos de que terminaremos uma corrida, por que então no mundo real, onde o dinheiro e o profissionalismo tomam conta do negócio, ainda ocorrem estas tragédias? Fatalidade não é o nome disso, certamente. Buscar culpados? Também não é o momento.
Uma série de perguntas ficam no ar, mas o momento é mesmo de reflexão e consternação. O F1 Brasil Challenge externa seus votos de apoio à Família Sperafico, e declara luto de três dias pela morte de Rafael, uma luz que se apaga em um final de semana que estava programado para ser de festa no encerramento da temporada da Stock Car.
O título Crossover foi criado para publicarmos textos conectando histórias entre o F1BC e a realidade em casos de extrema importância e que possam ser úteis para os participantes.
Ouvimos o som dos motores, fortes, crescentes na subida. Era a Stock Light largando. O papo continua, sem nenhuma sensação estranha ou barulho diferente. Alguns metros e muros nos separavam da Subida do Café, no momento em que um grave acidente tira instantaneamente a vida do piloto Rafael Sperafico, 27 anos de idade, com passagens por Barber Dodge ProSeries e Euro 3000.Uma curva dividida, uma barreira de pneus jogando o carro de volta na pista, e o choque de outro carro em alta velocidade, direto na lateral do piloto. Lá se foi uma vida, daquelas que tinham a mesma paixão por corridas que nós.
Do outro lado da rua, estávamos nós, pilotos virtuais, que não tivemos a chance de tentar uma carreira nesse esporte. Mesmo com a impossibilidade de morrermos jogando em um simulador, na maior parte do tempo sabemos que daríamos tudo por uma oportunidade lá dentro, na pista de verdade.
Ainda abatido e consternado com este terrível capítulo no automobilismo nacional e mundial, hoje é um dos raros dias em que eu posso afirmar que não gostaria de estar lá, do outro lado da rua. Sei que é temporário, sei que é o momento, mas são estas reflexões, nos momentos mais críticos, as responsáveis pela evolução das coisas.
Se nós, pilotos e organizadores de uma diversão barata como é a simulação online, já nos preocupamos tanto e estamos sempre colocando em pauta a segurança de meros pixels na tela, para garantirmos de que terminaremos uma corrida, por que então no mundo real, onde o dinheiro e o profissionalismo tomam conta do negócio, ainda ocorrem estas tragédias? Fatalidade não é o nome disso, certamente. Buscar culpados? Também não é o momento.
Uma série de perguntas ficam no ar, mas o momento é mesmo de reflexão e consternação. O F1 Brasil Challenge externa seus votos de apoio à Família Sperafico, e declara luto de três dias pela morte de Rafael, uma luz que se apaga em um final de semana que estava programado para ser de festa no encerramento da temporada da Stock Car.
O título Crossover foi criado para publicarmos textos conectando histórias entre o F1BC e a realidade em casos de extrema importância e que possam ser úteis para os participantes.
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